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Riding Panico

Pensar que tudo começou numa incendiária tarde de 2004 é um exercício que tanto tem de nostálgico como de fútil. Se, por um lado, dá um certo gozo notar que foi daqui que brotaram dezenas de experiências no underground português, quer pela sua influência, quer pela sua própria mão, por outro os Riding Pânico não se detiveram nunca naquilo que já foi, e sim naquilo que pode ser no presente. Daí a distância que vai entre um disco e o outro, sendo Rabo de Cavalo “apenas” o terceiro da sua carreira. A música dos Riding Pânico, supergrupo no inverso (já que os seus membros se tornaram, grosso modo, “super” a partir de projectos posteriores) não se delimita pelo tempo, e sim pela ideia; não é arbitrária, volátil, e sim fusão da velocidade de uma faísca com a vontade eléctrica de se ser, para sempre, como naquela tarde em que um grupo de amigos procurou o que não encontrava em mais lado algum.

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The Twist Connection

Há quem precise de se apresentar de currículo na mão, mostrar o que fez no passado para dar valor ao que faz no presente. No caso dos The Twist Connection, não seria difícil fazê-lo: quem gosta de boa música de certeza que já ouviu qualquer um dos três num ou noutro momento. Para o que fazem, os The Twist Connection apresentam-se em 2016 mas podiam apresentar-se 10 anos antes, ou 20, ou 30, ou 40... Para o caso é indiferente. O difícil é fazer coisas simples que façam sentido em qualquer tempo e que soem frescas. Não há aqui grande lugar para a intelectualização da música. Rock'n'roll, groove, abanão de anca e lábios que inconscientemente se curvam em “cara de mau” é o que é oferecido pelo trio. E é algo que rareia. Os The Twist Connection vêm de sítios musicais diferentes e encontram-se no caminho que o Elvis desenhou...

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Veenho

VEENHO é garage rock da Lisa. Com influências do lo-fi tuga e brasileiro e da cena da west coast americana, tocam um pop de garagem.

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